O Museu Histórico e Geográfico de Monte Sião pertence à Fundação Cultural Pascoal Andreta, entidade sem fins lucrativos, criada com objetivos estritamente culturais. Sua idealização deu-se a 31 de março de 1975 e a inauguração a 10 de julho de 1983.

O Museu é dividido em quatro seções.

Na primeira, encontram-se documentos históricos, coleções (botões, pedras, insetos, lápis, selos, moedas, cédulas), projetor cinematográfico, farmácia, móveis e utensílios domésticos, salão de barbeiro, oficina de sapateiro, gabinetes dentários, telas a óleo retratando o casario da cidade e seus personagens pitorescos, um caminhão Chevrolet 1927, além de um grande número de outros objetos obsoletos, registros da história e costumes de Monte Sião. Uma vitrina dedicada ao atleta monte-sionense José Oscar Bernardi, zagueiro da Seleção Brasileira, expõe fotos e pertences do jogador.

A segunda seção reúne fotografias onde se podem apreciar aspectos da cidade e de seus moradores, além de uma vitrina onde estão expostas as primeiras peças de tricô manufaturadas na cidade que, por força de sua rede de malharias, passou a ser denominada a “Capital Nacional da Moda Tricô”. A vitrina é dedicada a Iracema Andreta Francisco, pioneira do tricô industrial local.

A terceira seção foi inaugurada em julho de 1995, durante o XXIII Congresso Brasileiro de Espeleologia. Trata-se da primeira caverna artificial instalada no subsolo de um Museu, com 15 metros de extensão, contendo variados espeleotemas (nome generalizado das formações de cavernas), incluindo um travertino com água corrente, estalactites tipo “canudos” com água gotejante, pérolas, flor de aragonita e até mesmo um abismo, ainda “inexplorado”, tudo envolto em iluminação escassa, cuja penumbra realça a atmosfera de magia e mistério tão comum em cavernas naturais. Longe de ser apenas mais uma peça decorativa, a gruta denominada “Galeria EGMS” - alusão ao Espéleo Grupo Monte Sião que a construiu – permite o conhecimento das belezas subterrâneas que a grande maioria dos brasileiros jamais viu, numa exposição didática e permanente, refletindo uma consciência ecológica atual e necessária para as gerações passada, contemporânea e futura.

A quarta seção retrata fielmente a zona rural da região. Ali estão expostos o “rancho do tropeiro” com duas esculturas em tamanho natural, a “casa de sapé” também com as esculturas de seus moradores, moinho de fubá, rodão d’água girando e acionando um monjolo, ferramentas e máquinas agrícolas do passado, uma oficina de ferreiro, inteiramente original, moedores de cana, carros de boi, um trole (veículo puxado por animais de tração), oratórios e uma caldeira procedente da Inglaterra, que impulsionava antiga máquina de beneficiar café instalada no centro da cidade. Circundando as laterais desta seção, um mezanino serve para exposição de rádios, vitrolas, máquinas de escrever e de costura.